Final da década de 90. A vocalista Joelma acabava de deixar a banda Fazendo Arte. O arranjador Chimbinha se destacava como o arranjador mais requisitado pelos cantores paraenses. Do encontro entre esses dois personagens nascia o Calypso, em 1999. De lá pra cá, a banda se notabilizou por músicas dançantes e românticas, dentro de um ritmo quente que envolve o ouvinte assim como a lambada, outro ritmo surgido na região, anos antes.
Em Belém, o Calypso logo virou febre, espalhando-se em seguida por todo o Brasil. Com apenas sete anos de estrada já vendeu quase quatro milhões de cópias, desafiando o universo da pirataria. A força da banda é tão grande que, no Pará, deu nome ao ritmo que toca, também conhecido como brega pop. Confundido, às vezes, com o forró, o calypso é na verdade uma mistura de vários ritmos de raízes paraenses como cúmbia, merengue e carimbó.
O sucesso meteórico da Banda Calypso é atribuído ao talento e a uma jogada inteligente de seus integrantes: ter saído cedo de sua terra natal para divulgar o ritmo, acreditando no trabalho que se iniciou pelo nordeste.
Outra marca da banda é o investimento que faz em seus shows. Eles abusam dos efeitos especiais. O palco é delineado por luzes de led e revestido por 10 telões de altíssima definição, onde os clips se interagem com a performance sensual de Joelma e seus dançarinos.
A vocalista do grupo ficou muito conhecida em Belém no início de sua carreira, quando participava de festivais de música e atuava pela Banda Fazendo Arte. No palco Joelma é uma artista completa, canta, dança e interpreta canções. Já Chimbinha, o outro líder do Calypso, começou a tocar com 12 anos, influenciado pelas guitarradas paraenses de Vieira e Curica. Ele foi responsável por inserir novas batidas e muito swing às canções, e isso o fez ser reconhecido nacionalmente pela revista Showbiss, como uma grande revelação da música brasileira. |