Cristóvão de Alencar nascimento 08/01/1910 falescimento 23/11/1983

Paulista criado no Rio de Janeiro desde os 5 anos, mais precisamente em Vila Isabel, foi amigo de Noel Rosa, Almirante, Braguinha, Pixinguinha, Nássara e a fina flor da boemia musical carioca da primeira metade do século XX. Filho do jornalista Higino Reis, exerceu a mesma profissão do pai durante toda a vida, no rádio e na imprensa (trabalhou no jornal Mundo Esportivo, da família de Nelson Rodrigues, e na sucursal carioca da Folha de S.Paulo por mais de 30 anos, usando o nome verdadeiro, Armando Reis). Sua carreira de compositor começou com as marchinhas de carnaval que compunha para o bloco Faz Vergonha, de Vila Isabel. Um dos primeiros exemplos é "Se Você Quiser Saber", parceria com Silvio Pinto, mais tarde gravado pelo Bando da Lua e por Nara Leão. Seus grandes sucessos foram o clássico carnavalesco "Mal Me Quer", "Não" (ambas com Newton Teixeira), "Longe dos Olhos" (Djalma Ferreira), "Pela Primeira Vez" (Noel Rosa), "Olha para a Lua" (Nássara), "Vinte e Cinco Anos" (Wilson Batista), "Até Breve" (Ataulfo Alves), "Arrependimento" (Silvio Caldas), "Algum Dia Te Direi" (Felisberto Martins), e "Clube dos Barrigudos" (Haroldo Barbosa), que originalmente era "Clube do Amendoim", mas foi proibida pela censura por sua letra de duplo sentido ("Seu Joaquim já passou dos 60/ mas diz a todo mundo que tem 40/ Conversa, seu Joaquim/ Assina logo a proposta/ do Clube do Amendoim"). Na Rádio Philips, foi locutor do famoso Programa Casé, onde entrou substituindo Nássara. Sua grande contribuição foi no sentido de mudar o tratamento até então muito formal entre o locutor e o ouvinte. Cristóvão passou a chamar o ouvinte de "amigo velho" em vez de "vossa excelência", como era o costume. Acabou conhecido como "Amigo Velho". Saindo da Philips, transferiu-se para a Rádio Guanabara, da qual foi também um dos fundadores. Foi sócio e presidente da UBC (União Brasileira de Compositores).
 
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