David Nasser nascimento 01/01/1917 falescimento 10/12/1980

Paulista de Jaú, passou a infância em São Lourenço (MG) e aos 15 anos mudou-se para o Rio de Janeiro. Foi vendedor ambulante e ainda adolescente começou a trabalhar em jornais cariocas. Com cerca de 18 anos começou a compor músicas de carnaval, tendo entre seus principais parceiros Alcir Pires Vermelho, com quem fez "Canta, Brasil", gravado por Francisco Alves, de quem era amigo, em 1941 e "Esmagando Rosas", entre outras. Já em 1939 duas estrelas do rádio gravaram composições suas: Aracy de Almeida ("Chorei Quando o Dia Clareou", com Nelson Teixeira — embora se diga que a música seja em verdade de autoria de Francisco Modesto, e que Nasser a teria comprado) e Carmen Miranda ("Candeeiro", com Kid Pepe). Um de seus maiores sucessos, a marchinha "Nega do Cabelo Duro" (com Rubens Soares), teve sua primeira interpretação registrada pelos Anjos do Inferno, para o carnaval de 1942. Outros grandes êxitos foram "Tudo em Vão" (com Roberto Martins), "A Valsa de Maria", "Algodão", "Mãe Maria" (as três com Custódio Mesquita), "Coroa de Rei", "Serpentina" (ambas com Haroldo Lobo), "Carlos Gardel" (com Herivelto Martins), "A Normalista" (com Benedito Lacerda), "Confete" (com Jota Júnior) e o "Baião da Penha" (com Guio de Moraes), gravado em épocas diferentes por Luiz Gonzaga ("O Sanfoneiro do Povo de Deus", 1968), Caetano Veloso ("Circuladô", 1991) e Gilberto Gil ("Eu, Tu, Eles", 2000). Depois de trabalhar em O Jornal e dez anos como plantonista do jornal O Globo ao lado do então fotógrafo Ibrahim Sued — o que lhe dava familiaridade com o quotidiano boêmio da cidade — transferiu-se para a revista "O Cruzeiro", onde fez história a partir de 1944 por suas reportagens ao lado do fotógrafo Jean Mazon. Teve atuação marcante escrevendo também sobre política durante o Estado Novo. Depois de quase 30 anos trabalhando em empresas dos Diários Associados, passou algum tempo desligado do jornalismo, dedicando-se a uma fazenda de sua propriedade, onde criava gado leiteiro e extraía madeira. Mais tarde, recebeu um convite e foi para a revista "Manchete", onde assinava uma coluna. Escreveu livros sobre grandes figuras da música brasileira, como "A Vida Trepidante de Carmen Miranda" e "Chico Viola".
 
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