Manezinho Araújo nascimento 27/09/1910 falescimento 23/05/1993

Pernambucano, aprendeu a cantar emboladas com um dos maiores mestres da região onde vivia, Minona Carneiro, cantor e compositor. Engajou-se como voluntário nas tropas que seguiram para a Revolução de 1932, mas quando seu pelotão chegou à Bahia os eventos no Sul já tinham terminado. Mesmo assim os soldados conseguem ser embarcados para o Rio de Janeiro, como prêmio. Na viagem de volta, uma apresentação de Carmen Miranda, Almirante e os violonistas Josué de Barros e Betinho possibilita o contato entre Araújo e os artistas. Cantando uma embolada recebe elogios e apoio da Carmen e Josué de Barros, que promete hospedá-lo caso decida ir para a capital. Araújo volta a Pernambuco, onde passa pouco tempo, e vai para o Rio de Janeiro em 1933, ficando na casa de Barros. Este consegue que se apresente na Rádio Mayrink Veiga, e que logo em seguida seja contratado pelo Programa Casé, de Adhemar Casé, na Rádio Philips. Logo em seguida grava o primeiro disco, com duas emboladas suas. Atua também no cinema, sempre como cantador de emboladas. De 1933 a 1956 gravou diversos discos de frevos, cocos, sambas e, claro, emboladas. Seus maiores sucessos foram "Segura o Gato", "Sá Turbina", "Como Tem Zé na Paraíba (com Catulo de Paula), êxito na voz de Jackson do Pandeiro, "Cuma É o Nome Dele?", "O Carrité do Coroné", "Tadinho do Manezinho" "Quando Eu Vejo a Margarida" e "Pra Onde Vai, Valente?", todas de sua autoria, além de "Dezessete e Setecentos", de Luiz Gonzaga e Miguel Lima. Foi um dos primeiros garotos-propaganda do Brasil, cantando jingles do sabonete Lifebuoy e sendo contratado pela fábrica do Óleo de Peroba. Atuou também como jornalista no rádio e na imprensa, onde escrevia uma coluna. Também foi um dos primeiros artistas a trabalhar na recém-criada televisão brasileira. Em 1954 decidiu abandonar a vida artística com um show que reuniu 10 mil pessoas. Depois disso dedicou-se a um restaurante de comida típica nordestina e, mais tarde, à pintura.

Discografia

Discos de carreira
MANEZINHO NO CABEÇA CHATA

MANEZINHO NO CABEÇA CHATA

Sinter - 1956
 
Extras
Coletâneas
CUMA É O NOME DELE?

CUMA É O NOME DELE?

Revivendo - 1996
 
Tributos
 
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