Nássara nascimento 11/11/1910 falescimento 11/12/1996

Carioca filho de libaneses, começou a compor marchinhas carnavalescas nos anos 30, vencendo concursos em que disputava com Lamartine Babo, Noel Rosa (seu vizinho de infância em Vila Isabel) e Ary Barroso. Apesar de ter extensa obra como compositor — seu maior sucesso foi a marcha "Ala-la-ô", de 1941, em parceria com Haroldo Lobo — sua atividade principal era como jornalista e caricaturista. Chegou a freqüentar o curso de Belas Artes, mas não se formou. Trabalhou em jornais por toda a vida, desde 1928, quando empregou-se na redação de "Crítica", dirigido por Mário Filho. Depois, foi empregado pelos periódicos "Carioca", "O Globo", "Vamos Ler", "A Noite", "Diretrizes", "O Cruzeiro", "Mundo Ilustrado", "Flan", "Última Hora" e "Pasquim", onde trabalhou na década de 70, depois de alguns anos de inatividade, resgatado pelo também cartunista Jaguar. Suas caricaturas, marcadas pela simplicidade e concisão do traço, fizeram época, elaborando mordazes críticas a figuras de relevo da política brasileira e internacional. No meio musical, além de "Ala-la-ô", ficaram conhecidas outras composições, como "Formosa" (com Jota Ruy, gravada com sucesso pela dupla Francisco Alves e Mário Reis no carnaval de 1933), "Periquitinho Verde" (lançada por Dircinha Batista em 1938), "Balzaqueana" (com Wilson Batista), "Florisbela" (com Frazão), "Mundo de Zinco" (com Wilson Batista), "Retiro da Saudade" (com Noel Rosa), "Meu Consolo É Você" (com Roberto Martins). Nássara é tido também como o primeiro autor de um jingle comercial do Brasil. Foi em 1932, quando trabalhava na Rádio Philips, no Programa Casé, e o anunciante era uma padaria. Depois de sua morte, o acervo de desenhos e gravuras foi incorporado ao Museu Nacional de Belas Artes do Rio de Janeiro. Em 1999 foi lançada pela coleção "Perfis do Rio" a minibiografia "Nássara — o Perfeito Fazedor de Artes", de Isabel Lustosa.
 
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