Zequinha de Abreu nascimento 19/09/1880 falescimento 22/11/1935

Paulista de Santa Rita do Passa Quatro, passou a infância e adolescência participando e organizando atividades musicais em sua cidade. Em 1917, durante um baile, apresentou, sem maiores pretensões, um choro e ficou surpreso com a reação entusiasmada dos pares de dança. Batizou a música de “Tico-Tico no Farelo”, mas, como já existia um choro com mesmo nome na época (composto por Américo Jacomino), resolveu pôr “Tico-Tico no Fubá”. Apesar da estréia calorosa, o choro só seria gravado quatorze anos depois, pela Orquestra Colbaz, dirigida pelo maestro Gaó. Interpretada por dezenas de artistas, tornou-se um dos maiores sucessos da música neste século, inclusive no exterior. Na década de 40, “Tico-Tico no Fubá” fez parte da trilha sonora de cinco filmes nos EUA – “Alô Amigos”, “A Filha do Comandante”, “Escola de Sereias”, “Kansas City Kity” e “Copacabana”, neste último, o choro (que ganhou letra de Eurico Barreiros, em 1931) foi cantado por Carmen Miranda. É do fim da década de 10, outro grande clássico e que mais tarde também se tornaria um dos sucessos do compositor – a valsa “Branca”, inspirada e composta de improviso em homenagem a Branca Barreto, filha do chefe da estação ferroviária de sua cidade. Suas músicas seguiram sendo gravadas, principalmente por Lúcio Alves, que cantou “Pé de Elefante”, “Rosa Desfolhada” (ambas em parceria com Dino Castelo) e “Aurora” (com Salvador Morais), Amor Imortal (com Braguinha). Em 1952, dezessete anos após sua morte, os cineastas Fernando de Barros e Adolfo Celi homenagearam o compositor com o documentário “Tico-Tico no Fubá”.

Discografia

Tributos
SÓ PELO AMOR VALE A VIDA

SÓ PELO AMOR VALE A VIDA

Revivendo - 1994
 
Livro
O MELHOR DE ZEQUINHA ABREU
 
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